Transtorno (Síndrome) do PÂNICO: Sintomas e Tratamento

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Tempo de leitura: 5 minutos

Todos experimentam sentimentos de ansiedade e pânico em certos momentos. É uma resposta natural a situações estressantes ou perigosas.

Mas para quem tem transtorno do pânico, sentimentos de ansiedade, estresse e pânico ocorrem regularmente e em qualquer momento, muitas vezes sem motivo aparente.

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Leia mais sobre ansiedade.

Sintomas

Ansiedade

A ansiedade é um sentimento de desconforto. Pode variar de leve a grave e pode incluir sentimentos de preocupação e medo.

A forma mais grave de ansiedade é o pânico.

A pessoa pode começar a evitar certas situações porque teme que elas acionem outro ataque.

Isso pode criar um ciclo vicioso “com medo do medo”, ou seja: o medo de um ataque de pânico ser gatilho para um ataque de pânico.

Ataques de pânico

Um ataque de pânico é quando o corpo experimenta uma onda de sintomas mentais e físicos intensos. Pode acontecer muito rápido e sem motivo aparente.

Um ataque de pânico pode ser muito assustador e angustiante.

Os sintomas incluem:

  • palpitações
  • fraqueza
  • suor intenso
  • náusea
  • dor no peito
  • falta de ar
  • tremor
  • ondas de calor
  • arrepios
  • fraqueza nas pernas
  • sensação de asfixia
  • tontura
  • sensação de entorpecimento
  • boca seca
  • necessidade de ir ao banheiro
  • zumbido nos ouvidos
  • sentimento de medo ou medo de morrer
  • dor abdominal
  • sensação de formigamento nos dedos
  • sentir que não está “conectado” ao corpo

panicoA maioria dos ataques de pânico dura entre 5 e 20 minutos, mas podem durar até uma hora.

O número de ataques que a pessoa tem depende da gravidade da sua condição.

Algumas pessoas têm ataques uma ou duas vezes por mês, enquanto outras as têm várias vezes por semana.

Embora os ataques de pânico sejam assustadores, eles não são perigosos. Um ataque não causará nenhum dano físico.

A maioria desses sintomas também podem ser sintomas de outras condições ou problemas.

Causas

Tal como acontece com muitas condições de saúde mental, a causa exata do transtorno de pânico não é totalmente compreendida.

Mas acredita-se que a condição provavelmente está ligada a uma combinação de fatores, incluindo:

  • uma experiência de vida traumática ou muito estressante, como o falecimento de alguém querido
  • ter um familiar próximo com a desordem
  • um desequilíbrio de neurotransmissores (mensageiros químicos) no cérebro

Diagnóstico

O médico avaliará os sintomas, com que frequência eles ocorrem e há quanto tempo ocorrem.

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Também podem ser realizados exame físico e complementares para descartar outras condições que possam estar causando esses sintomas.

A pessoa pode ser diagnosticada com transtorno do pânico se tiver ataques de pânico recorrentes e inesperados, seguido de pelo menos um mês de preocupação contínua ou preocupação com outros ataques.

Complicações do transtorno do pânico

O transtorno do pânico é tratável e a pessoa pode fazer uma recuperação completa.

Se a pessoa não receber ajuda médica, o transtorno pode aumentar e tornar-se muito difícil de lidar.

A pessoa corre o risco de desenvolver outras condições de saúde mental, como a agorafobia (fobia de lugares espaçosos ou públicos) ou outras fobias, ou mesmo um problema com álcool ou drogas.

O transtorno do pânico também pode afetar a capacidade de dirigir.

Transtorno do pânico em crianças

O transtorno do pânico é mais comum nos adolescentes do que nas crianças mais novas.

Os ataques de pânico podem ser particularmente difíceis de lidar com crianças e jovens.

Nos casos graves, o distúrbio pode afetar o desenvolvimento e o aprendizado.

O rastreio de outros transtornos de ansiedade também pode ser necessário para ajudar a determinar o que está causando ataques de pânico na criança ou adolescente.

Tratamento

O tratamento visa reduzir o número de ataques e aliviar os sintomas.

A terapia psicológica e a medicação são os dois principais tratamentos para o transtorno de pânico.

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Dependendo dos sintomas, a pessoa pode precisar de um desses tratamentos ou uma combinação dos dois.

Terapia psicológica

Em muitos casos está indicada a terapia cognitivo-comportamental, mas cada caso deve ser avaliado para escolher a melhor terapia.

A pessoa irá discutir com seu terapeuta como reage e o que pensa quando está passando por um ataque de pânico.

O terapeuta pode ensinar maneiras de mudar o comportamento – por exemplo, técnicas de respiração para ajudar a manter a calma durante um ataque.

Medicação

O médico pode prescrever, em alguns casos, medicamentos como:

  • antidepressivos 
  • anti-convulsivantes, como a pregabalina ou, se a ansiedade é grave, clonazepam, que são medicamentos também benéficos para o tratamento da ansiedade

Os antidepressivos podem levar de 2 a 4 semanas antes do efeito ser percebido e até 8 semanas para funcionar completamente.

O que fazer durante um ataque de pânico

panico

Ao sentir um ataque, a pessoa deve tentar o seguinte:

  • Não lutar contra o ataque e ficar onde está, se possível
  • Confrontar o medo a fim de confirmar que nada de mau acontece
  • Respirar devagar e profundamente
  • Lembrar-se de que o ataque irá passar
  • Focar em imagens positivas, pacíficas e relaxantes
  • Lembrar-se que não é fatal

Prevenção de um novo ataque

A pessoa precisa tentar descobrir qual o estresse particular que pode estar sendo a base de todo o transtorno.

É importante não restringir as atividades diárias.

Também pode ajudar a prevenir:

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  • Ler livros de auto-ajuda para a ansiedade com base nos princípios da terapia cognitivo-comportamental
  • Experimentar terapias complementares, como massagem e aromaterapia ou atividades como ioga e pilates para ajudar a relaxar
  • Aprender técnicas de respiração para ajudar a aliviar os sintomas
  • Fazer exercícios físicos regulares para reduzir os níveis de estresse, aliviar a tensão, melhorar o humor e aumentar a confiança
  • Evitar alimentos e bebidas açucarados, cafeína e álcool, e parar de fumar, pois todas essas coisas podem piorar os ataques

Atividade física como prevenção e tratamento da ansiedade

Fazer atividade física regular é uma boa maneira de prevenir ou controlar a ansiedade e a depressão leve.

Há muitos pontos de vista sobre como o exercício físico ajuda o emocional das pessoas, embora as razões precisas não sejam claras.

De um modo geral, manter-se ativo pode:

  • ajudar a melhorar o humor através da melhora da forma física
  • ajudar a melhorar os padrões de sono
  • aumentar os níveis de energia
  • ajudar a bloquear pensamentos negativos ou distrair as pessoas das preocupações diárias
  • ajude as pessoas a sentirem-se menos sozinhas se exercitarem com os outros.

Exercício também pode alterar os níveis de substâncias químicas no cérebro, como a serotonina, endorfinas e hormônios do estresse.

A atividade física mais simples, fácil e barata é correr ou basicamente caminhar.

Mais sobre corrida

Sobre o tema “corrida”. temos quatro outros artigos: CORRER OU CAMINHAR: Qual Emagrece Mais?CORRIDA: Como Começar a Correr? Caminhando!CORRIDA: Como Começar a Correr? Agora vai! e CORRIDA: Treino e Planilha Iniciantes – Rua / Esteira; além de um texto sobre o tênis apropriado: Tipos de Pisada e Tênis para Corrida.

E não poderia deixar de haver sobre alimentação para quem corre: OS 14 MELHORES Alimentos para CorredoresO QUE COMER Antes de Correr, ALIMENTAÇÃO: 6 Regras para Quem Vai Correr, 10 LANCHES Pré-Treino de Corrida e O QUE COMER Antes de Correr.

E quem corre deve estar bem hidratado: HIDRATAR o Corpo: Água e Saúde.

Referências

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