Síndrome das PERNAS INQUIETAS: Conheça!

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Tempo de leitura: 5 minutos

A síndrome das pernas inquietas geralmente causa um impulso irresistível de mover as pernas e uma sensação desconfortável nestas.

A sensação também pode afetar, mais raramente, os braços, tórax e rosto.

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A sensação é muitas vezes pior à noite, o que atrapalha o sono e causa consequente sensação de cansaço durante o dia.

Algumas pessoas experimentam sintomas ocasionalmente, enquanto outras os têm todos os dias.

Os sintomas podem variar de leve a grave. Em casos graves, a síndrome das pernas inquietas pode ser muito angustiante e perturbar as atividades diárias de uma pessoa.

Quem é afetado pela síndrome das pernas inquietas?

Cerca de 1 em cada 10 pessoas são afetadas pela síndrome das pernas inquietas em algum momento de sua vida.

As mulheres são duas vezes mais propensas a desenvolver a síndrome das pernas inquietas do que os homens.

Também é mais comum após os 40 anos de idade, embora os sintomas possam se desenvolver em qualquer idade, até mesmo na infância.

Causas

Na maioria dos casos, não existe uma causa óbvia. Isso é conhecido como síndrome das pernas inquietas idiopática ou primária.

pernas inquietas

Pesquisas identificaram genes específicos, sendo, assim, algumas vezes, hereditário. Nestes casos, os sintomas geralmente ocorrem antes dos 40 anos de idade.

Alguns neurologistas acreditam que os sintomas da síndrome das pernas inquietas podem ter algo a ver com a forma como o corpo lida com um produto químico chamado dopamina.

A dopamina está envolvida no controle do movimento muscular e pode ser responsável pelos movimentos involuntários das pernas associados à síndrome das pernas inquietas.

Em alguns casos, a síndrome das pernas inquietas é causada por uma condição de saúde subjacente, como anemia por carência de ferro (baixos níveis de ferro no sangue podem levar a uma queda na dopamina) ou tem uma doença crônica, como insuficiência renal crônicadiabetes mellitusdoença de Parkinsonartrite reumatóidehipotireoidismo ou fibromialgia. Nestes casos, diz-se que a síndrome das pernas inquietas é secundária.

Existe também uma ligação entre a síndrome das pernas inquietas e a gravidez.

Cerca de 1 em cada 5 mulheres grávidas experimentará sintomas nos últimos três meses de gravidez, embora não esteja claro exatamente por que isso acontece. Nesses casos, a síndrome das pernas inquietas geralmente desaparece dentro de quatro semanas após o parto.

Dopamina

Há evidências para sugerir que a síndrome das pernas inquietas está relacionada a um problema com uma parte do cérebro chamada gânglio basal.

O gânglio basal usa um produto químico (neurotransmissor) chamado dopamina para ajudar a controlar a atividade muscular e o movimento.

A dopamina atua como um mensageiro entre o cérebro e o sistema nervoso para ajudar o cérebro a regular e coordenar o movimento

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Se as células nervosas se danificam, a quantidade de dopamina no cérebro é reduzida, o que causa espasmos musculares e movimentos involuntários.

Os níveis de dopamina caem naturalmente no final do dia, o que pode explicar por que os sintomas da síndrome das pernas inquietas são frequentemente piores à noite.

Gatilhos

Há uma série de gatilhos que não causam síndrome das pernas inquietas, mas podem piorar os sintomas. Estes incluem medicamentos como:

  • alguns antidepressivos
  • antipsicóticos
  • lítio – usado no tratamento do transtorno bipolar
  • bloqueadores dos canais de cálcio – utilizados no tratamento da hipertensão arterial
  • alguns anti-histamínicos
  • metoclopramida – usado para aliviar a náusea

Outros possíveis disparadores incluem:

  • tabagismo excessivo, cafeína ou álcool
  • estar com excesso de peso ou obesidade
  • estresse
  • falta de exercício

Diagnóstico

Não há teste único para diagnosticar a síndrome das pernas inquietas.

O diagnóstico será baseado nos sintomas e antecedentes médicos e de casos na família.

Existem quatro critérios principais que o médico procurará para confirmar o diagnóstico. Esses são:

  • um impulso irresistível para mover as pernas, geralmente com uma sensação desconfortável, como comichão ou formigamento
  • os sintomas ocorrem ou pioram quando a pessoa está descansando ou está inativa
  • os sintomas são aliviados movendo as pernas ou esfregando-as
  • os sintomas são piores durante a noite

Tratamento

Os casos leves de síndrome das pernas inquietas, que não estão ligados a uma condição de saúde subjacente, podem não exigir qualquer tratamento, além de fazer algumas mudanças de estilo de vida, tais como:

  • adotar bons hábitos de sono, como, por exemplo, por exemplo, ir para a cama e levantar-se nos mesmos horários todos os dias, não cochilar durante o dia, relaxar antes de ir dormir e evitar a cafeína perto da hora de dormir
  • deixar de fumar, se fumar
  • exercitar-se regularmente durante o dia

Se os sintomas forem mais graves, a pessoa pode precisar de medicação para regular os níveis de dopamina e ferro no corpo.

Se a síndrome das pernas inquietas é causada por anemia por falta de ferro, os suplementos de ferro podem ser tudo o que é necessário para tratar os sintomas.

Se é causada por uma condição de saúde subjacente, pode ser curada tratando essa condição. 

Se está associada à gravidez, geralmente desaparece por conta própria dentro de quatro semanas após o parto.

Durante um episódio de síndrome das pernas inquietas, as seguintes medidas podem ajudar a aliviar os sintomas:

pernas inquietas

  • massagear as pernas
  • tomar um banho quente à noite
  • aplicar uma compressa quente ou fria nos músculos da perna
  • fazer atividades que distraem a mente, como ler ou assistir televisão
  • exercícios de relaxamento, como yoga ou tai chi
  • andar e alongar-se

Medicação

Agonistas de dopamina

Os agonistas de dopamina podem ser recomendados se a pessoa estiver sofrendo sintomas freqüentes de síndrome das pernas inquietas.

Eles funcionam aumentando os níveis de dopamina, que geralmente são baixos.

Analgésicos

Um analgésico com base em opiáceos leves, como codeína ou tramadol, pode ser prescrito para aliviar a dor associada à síndrome das pernas inquietas.

Gabapentina e pregabalina também são algumas vezes prescritas para ajudar a aliviar os sintomas dolorosos.

Os efeitos colaterais destes medicamentos incluem tonturas, cansaço e dores de cabeça.

Indutores do sono

Se a síndrome das pernas inquietas está interrompendo o sono, pode ser recomendado um medicamento para ajudar a dormir.

Estes tipos de medicação são conhecidos como hipnóticos e incluem temazepam e loprazolam. Os hipnóticos geralmente só são recomendados para uso a curto prazo (geralmente não mais de uma semana).

Levodopa

A levodopa pode ser recomendada se a pessoa tiver apenas sintomas ocasionais de síndrome das pernas inquietas. Isso ocorre porque se a pessoa tomar levodopa todos os dias, há um risco alto de piora dos sintomas.

Condições associadas

Doenças cardiovasculares

Pesquisas recentes descobriram que as pessoas com síndrome das pernas inquietas podem ter duas vezes mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares, como doença cardíaca coronária ou acidente vascular cerebral, em comparação com pessoas que não possuem a síndrome.

Acredita-se que o risco é maior em pessoas com sintomas frequentes ou graves de síndrome das pernas inquietas .

A razão exata para o risco aumentado não é clara, mas pode ser que os movimentos rápidos das pernas estejam associados a um aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial. Os problemas do sono também estão associados a doenças cardiovasculares.

Para reduzir esse risco, a pessoa deve se exercitar regularmente, manter um peso saudável, não fumar e ter uma alimentação saudável e equilibrada .

Movimentos periódicos dos membros  no sono

pernas inquietas

Até 80% das pessoas com síndrome das pernas inquietas também têm movimentos periódicos dos membros no sono.

Se a pessoa tiver movimentos periódicos dos membros no sono, a perna vai se mexer ou se contrair incontrolavelmente, geralmente durante à noite enquanto ela está dormindo. Os movimentos são breves e repetitivos, e geralmente ocorrem a cada 10 a 60 segundos.

Os movimentos periódicos dos membros no sono podem ser suficientemente grave para acordar a pessoa e seu parceiro.

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Os movimentos involuntários das pernas também podem ocorrer quando ela está acordada ou descansando.

Referências

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