Herpes Genital: Sintomas, Transmissão e Tratamento

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Tempo de leitura: 4 minutos

O que é herpes genital?

O herpes genital é uma doença sexualmente transmissível (DST).

Assim como o herpes labiais, as lesões são vesículas (pequenas bolhas) translúcidas agrupadas sobre base eritematosa (avermelhada) , só que na região genital.

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Mais de 16% de pessoas entre as idades de 14 e 49 anos têm esta DST.

Causas 

Dois tipos de vírus herpes simplex causam herpes genital: HSV-1 e HSV-2.

O HSV-1 geralmente causa herpes labial e o HSV-2 é o principal do herpes genital.

Transmissão

O vírus HSV é transmitido quando uma pessoa saudável tem contato a lesão de uma pessoa em surto (falaremos do surto mais adiante)

Os vírus entram no corpo através pelas membranas mucosas, como do nariz, boca e genitais.

Uma vez que os vírus estão dentro do corpo, eles se incorporam nas células e ficam nas células nervosas da pélvis, no caso do herpes genital.

Os vírus tendem a se multiplicar e se adaptar aos ambientes com muita facilidade, o que dificulta o tratamento.

HSV-1 ou HSV-2 podem ser encontrados nos fluidos corporais das pessoas infectadas, incluindo:

  • saliva
  • sêmen
  • secreções vaginais

Sintomas do herpes genital

O aparecimento de vesículas (pequenas bolhas) é conhecido como um surto.

O primeiro surto aparecerá entre dois a trinta dias depois de a pessoa ter contraído o vírus,  sendo a média de 7 dias. 

Os sintomas são o surgimento de vesículas (pequenas bolhas) caracteristicamente são translúcidas e apresentam-se agrupadas sobre uma base eritematosa (avermelhada), na região em que houve contato com o vírus.

Precedendo o surgimento das vesículas há geralmente sensação de coceira ou formigamento, o que é chamado de pródromo.

O pródromo geralmente dura 24 horas.

Nos homens, as vesículas localizam-se no pênis, na bolsa escrotal ou nas nádegas (perto ou ao redor do ânus).

Nas mulheres, são vesículas ao redor ou perto da vagina, ânus e nádegas.

As vesículas podem mudar de translúcidas para turvas se houver contaminação bacteriana secundária.

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Com o rompimento, as vesículas podem ficar ulceradas e exsudar um líquido.

Uma crosta pode aparecer sobre as feridas dentro de uma semana do surto.

Um surto dura algumas semanas e as lesões curam sem deixar cicatrizes

O primeiro surto costuma ser mais agressivo que as recidivas e a pessoa pode ter lesões mais numerosas, extensas e dolorosas.

No primeiro surto, as glândulas linfáticas podem ficar inchadas na região inguinal (virilhas). As glândulas linfáticas reagem desta forma, pois combatem infecções e inflamações no corpo.

A pessoa pode também ter dores de cabeça, dores no corpo e febre.

Retenção urinária ocorre em 10 a 15% das mulheres.

Diagnóstico 

O médico normalmente pode diagnosticar uma infecção por herpes através de um exame visual das feridas do herpes.

Embora nem sempre sejam necessárias, o médico pode confirmar o diagnóstico por meio de exames laboratoriais.

Tratamento

O tratamento pode reduzir os surtos, mas não pode curar o vírus do herpes simplex.

Medicamentos

Drogas antivirais podem ajudar a acelerar o tempo de cicatrização de suas feridas e reduzir o incômodo.

Medicamentos podem ser tomados nos primeiros sinais de um surto (formigamento, coceira e outros sintomas) para reduzir os sintomas.

Quanto mais cedo, mais eficaz é o resultado do tratamento.

O medicamento mais conhecido é o o aciclovir.

Mas há outros com posologia mais cômoda, como o fanciclovir e o valaciclovir.

Para ajudar a secar as vesículas e reduzir o risco de infecção bacteriana secundária, a compressa fria com permanganato de potássio costuma ser bem eficiente.

Alguns medicamentos podem ser prescritos para reduzir a probabilidade de surtos no futuro.

Gravidez e herpes genital

A transmissão de mãe para filho é elevada (30 a 50%) para as gestantes que foram infectadas por herpes próximo ao parto e menor de 1% para as que adquiram no primeiro trimestre.

O vírus do herpes genital pode infectar o bebê se a mulher estiver com um surto ativo, ou seja: presença de vesículas, durante um parto vaginal.

O herpes genital também pode causar complicações na gravidez, como aborto espontâneo ou parto prematuro.

Sintomas gerais para um bebê nascido com herpes (recebido por um parto vaginal) podem incluir úlceras no rosto, corpo e genitais.

Os bebês que nascem com herpes genital podem desenvolver complicações muito graves, como:

  • cegueira
  • dano cerebral
  • morte

Herpes e HIV

O herpes genital está associado a um risco duas a três vezes maior de infecção pelo vírus HIV, podendo ser responsável por 40 a 60% das novas infecções pelo HIV em uma população com alta prevalência de herpes genital.

O sinergismo entre a infecção pelo HSV-2 e a infecção pelo vírus da imunodeficiência adquirida (HIV) resulta em um aumento da frequência das reativações do HSV-2 em indivíduos portadores de vírus HIV.

A infecção pelo HSV-2 aumenta o risco de infecção pelo vírus HIV e acelera a progressão da síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA – AIDS).

Nas pessoas coinfectadas pelo HIV, a apresentação do herpes genital pode ser incomum, podendo-se observar úlceras extensas, atípicas, graves e as quais tendem para a cronicidade com infecção bacteriana secundária.

Perspectivas a longo prazo para o herpes genital

Não há cura para o herpes genital, mas a doença pode ser controlada com medicação.

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A doença fica dormente dentro do corpo até que algo desencadeie um surto, como uma baixa de imunidade ou um lesão local.

Surtos podem acontecer quando a pessoa fica estressado, doente ou cansado.

Referências

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Veja também:

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