Fatores de Risco para Câncer de Mama e Prevenção

Curta e Compartilhe!
Tempo de leitura: 5 minutos

Na década de 1940, o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama era de 5%, ou uma em cada 20 mulheres.

Talvez até houvesse uma sub-notificação na época, mas é certo que esse risco aumentou.

publicidade

Nos dias atuais, o risco é de pouco mais de 12%, ou uma a cada 8 a 9 mulheres.

Em muitos casos, não se sabe por que uma mulher tem câncer de mama. De fato, cerca de metade de todas as mulheres com câncer de mama não têm fatores de risco conhecidos.

Leia os fatos sobre o câncer de mama.

Quais são os fatores de risco para o câncer de mama?

Diferentes tipos de câncer têm diferentes fatores de risco.

tumor mamaNo entanto, ter um fator de risco de câncer, ou mesmo vários deles, não significa necessariamente que uma pessoa terá câncer.

Algumas mulheres com um ou mais fatores nunca desenvolvem a doença, enquanto cerca de metade das mulheres com câncer de mama não apresentam fatores de risco aparentes.

Leia sobre sinais e sintomas de alerta de um câncer..

Risco significativamente maior

– História

Uma mulher com história de câncer em uma mama, como carcinoma ductal in situ (CDIS) ou câncer de mama invasivo, é 3 a 4 vezes mais propensa a desenvolver um novo câncer de mama, não relacionado ao primeiro, seja na outra mama ou em outra parte da mesma mama. Isso é diferente de uma recorrência do tumor anterior.

– Idade

O risco de câncer de mama aumenta com a idade e, segundo a Sociedade Americana de Câncer (American Cancer Society), o risco, conforme, a idade é o seguinte:

cancer de mama

  • 20 aos 29 anos: 1 em 1.760
  • 30 aos 39 anos: 1 em 229
  • 40 aos 49 anos: 1 em 69
  • 50 aos 59 anos: 1 em 42
  • 60 aos 69 anos: 1 em 29
  • 70 anos ou mais: 1 em 27
  • Ao longo da vida: 1 em 8

Cerca de 77% das mulheres diagnosticadas têm mais de 50 anos e quase 50% têm 65 anos ou mais.

Risco moderadamente maior

– História familiar direta

Ter um parente de primeiro grau, ou seja a mãe, irmã ou filha com câncer de mama praticamente dobra a chance e ter dois parentes de primeiro grau triplica.

O risco é ainda maior se esse parente desenvolver o tumor maligno antes da menopausa ou tiver câncer em ambas as mamas.

Ter um parente de sexo masculino com câncer de mama também aumentará o risco de uma mulher para a doença.

– Genética

Cerca de 5% a 10% dos casos de câncer de mama são considerados hereditários.

Esses casos ocorrem em mulheres que são portadoras de alterações em qualquer um dos dois genes do câncer de mama familiar chamados BRCA1 ou BRCA2.

Mulheres com uma alteração hereditária no gene BRCA1 têm uma chance de 55% a 65% de desenvolver câncer de mama durante sua vida, e aquelas com uma alteração hereditária no gene BRCA2 têm até 45% de chance.

– Lesões mamárias

Uma biópsia de mama anterior com hiperplasia atípica (lobular ou ductal) ou carcinoma lobular in situ aumenta a chance de tumor maligno de mama de uma mulher em 4 a 5 vezes.

publicidade

Risco levemente maior

– História familiar distante

Casos de câncer de mama em parentes de segundo ou terceiro grau, como tias, avós e primos.

– Biópsia de mama anterior anormal

As mulheres com biópsias anteriores que apresentem qualquer uma das seguintes alterações apresentam um risco ligeiramente aumentado:

  • Fibroadenomas com características complexas;
  • Hiperplasia sem atipia;
  • Adenose esclerosante;
  • Papiloma solitário.

– Idade no parto

Ter o primeiro filho depois dos 35 anos ou nunca ter filhos eleva a chance.

– Menstruação precoce

A exposição prolongada ao estrogênio endógeno (produzido pelo próprio corpo) aumenta o risco.

Se a menstruação começa antes dos 12 anos e a menopausa após os 55 anos, a exposição durante a vida é longa, principalmente se a mulher nunca engravidar.

– Peso

Estar acima do peso (especialmente com aumento da cintura), com excesso de ingestão calórica e gordurosa, aumenta a chance, principalmente após a menopausa.

– Radiação excessiva

Isto é especialmente verdadeiro para as mulheres que foram expostas a uma grande quantidade de radiação antes dos 30 anos – geralmente como tratamento para cânceres, como o linfoma.

– Outro câncer na família

Se um membro da família tiver câncer de ovário com menos de 50 anos, seu risco aumenta.

– Álcool

O uso de álcool está ligado ao aumento da propensão.

Comparadas com mulheres que não ingerem bebida alcoólica, as que consomem uma dose por dia têm um aumento muito pequeno no risco, e aquelas que tomam de 2 a 5 doses diárias têm cerca de 1,5 vezes o risco em relação a mulheres que não bebem..

– Terapia de Reposição Hormonal (TRH) e uso de anticoncepcional oral

A terapia hormonal com estrogênio e progesterona combinados por mais de três a cinco anos aumenta a chance de câncer de mama.

Esse risco parece retornar ao da população em geral depois de interromper a reposição hormonal por cinco anos ou mais.

publicidade

Alguns estudos sugeriram que as mulheres que estão usando pílulas anticoncepcionais têm um risco ligeiramente maior, que desaparece depois de suspender este anticoncepcional por 10 anos ou mais.

Baixo risco

– Menos exposição vitalícia ao estrogênio endógeno

Ter uma gravidez antes dos 18 anos, iniciar a menopausa precocemente e remover os ovários antes dos 37 anos diminui o risco.

– Amamentação

A mulher que amamenta tem um chance menor de desenvolver esta doença.

cancer de mama

Fatores não relacionados ao câncer de mama

  • Alterações mamárias fibrocísticas (leia sobre os tumores benignos da mama);
  • Gravidez múltipla;
  • Ingestão de café ou cafeína;
  • Uso de anti-transpirantes;
  • Uso de sutiãs underwire;
  • Uso tintura de cabelo;
  • Sofrer um aborto espontâneo ou provocado;
  • Uso implantes mamários.

Ainda está se investigando se fumar, ingerir dietas ricas em gordura, falta de exercícios e poluição ambiental aumentam o risco.

7 passos para reduzir o risco

Mudanças no estilo de vida podem diminuir a chance, mesmo em mulheres com alto risco.

A seguir estão as etapas que podem ser seguidas:

  1. Limitar a ingestão de álcool.  Quanto mais álcool ingerido, maior o risco de desenvolver câncer de mama. A recomendação geral – é limitar-se a menos de 1 dose por dia, pois pesquisas mostraram que mesmo pequenas quantidades aumentam a chance.
  2. Não fumar.  Mesmo não sendo uma certeza, mas algumas evidências mostram uma ligação entre o tabagismo e o câncer de mama, especialmente em mulheres na pré-menopausa.
  3. Controlar o peso.  Estar acima do peso ou obesa aumenta o risco. Isto é particularmente verdadeiro se a obesidade ocorre mais tarde, após a menopausa.
  4. Alimentação saudável.  Comer uma dieta saudável com 5 a 9 porções por dia de frutas e legumes e incluir grãos integrais, além de diminuir o consumo de carne vermelha e escolher produtos orgânicos quando possível.
  5. Ser fisicamente ativa.  A atividade física pode ajudar a manter um peso saudável e pode ajudar a prevenir o câncer de mama. Para a maioria dos adultos saudáveis, pelo menos 150 minutos por semana de atividade aeróbica moderada ou 75 minutos de atividade aeróbica vigorosa semanalmente, com treinamento de força pelo menos duas vezes por semana.
  6. Amamentar.  A amamentação pode desempenhar um papel na prevenção do câncer de mama e pode fornecer efeitos protetores.
  7. Limitar a dose e duração da terapia hormonal.  Deve-se usar a dose mais baixa possível e por tempo limitado.

Veja a nossa sessão sobre Alimentação e Dietas e a sessão sobre Atividade Física e Fitness.

Referências

publicidade

Veja também:

data-matched-content-ui-type="image_sidebyside" data-matched-content-rows-num="3" data-matched-content-columns-num="3" data-ad-format="autorelaxed">